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O Verdadeiro País do Futebol

Gooooolll!!!


Você acha mesmo que o país do futebol é o Brasil?

Nós somos loucos por futebol, nós temos a arte, nós temos a ginga, mas não somos os únicos, muito menos os primeiros.

A Inglaterra, além de ter sido o berço desse esporte tão querido, hoje é considerada o país do futebol, onde as pessoas o idolatram. Lá existe cerca de 40 mil clubes, onde aqui no Brasil - com território bem maior - possuem apenas 13.500.

Continue. Iniciemos o jogo, caro desiludido...


A quantidade de público nos estádios chega a ser assustadora para nós brasileiros, para se ter uma idéia, o público da 2ª divisão inglesa é cerca de 50% maior que o nosso público presente na 1ª divisão do Campeonato Brasileiro.

Os resultados até da 7ª divisão (é isso mesmo, SÉTIMA!) são publicados nos jornais, e qualquer jogo de uma divisão inglesa quando televisionado para quem não acha, tem mais audiência que alguns dos nossos jogos da 1ª divisão.

A paixão é tanta, que maior parte das cidadezinhas da Inglaterra possui no mínimo um time de futebol, que sem nenhum grande patrono vai se firmando com a ajuda dos sócios, que são quase toda a torcida, e aquilo se torna uma paixão mesmo. Muitos chegam a desembolsar muito dinheiro, e assim os clubes constroem até belos e moderninhos estádios.

Também há os 5 grandes ingleses, que hoje estão na lista dos mais ricos do mundo. No top 20 dos mais ricos, 10 são ingleses. Os 5 grandes ingleses, Manchester United, Chelsea, Liverpool, Arsenal, e o mais recente do grupo, que antes era visto como o "primo pobre" pelo Manchester United, o Manchester City.

O grande ciclo financeiro movimentado por esses clubes vem dos árabes, russos e norte-americanos, que compraram esses times, com exceção do Arsenal que ainda é de um inglês.

O preço para assistir a um jogo desses grandes clubes é muito alto, o que acaba gerando cada vez mais torcedores de clubes menores, o que deixa bem divertido o futebol inglês.

Com estes poucos dados você não tem mais o que questionar, meu amigo. Mas com nossa falta de estrutura no futebol comparada à Inglaterra, só temos mais certeza de que somos os melhores, de que temos a qualidade, que eles têm que ralar muito pra chegar onde a gente chegou.

Só que sejamos sensatos e não contestemos, não tiremos seu título que é de direito. Pois a Inglaterra é o verdadeiro país do futebol.



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Quando o Futebol Explica o Mundo


O esporte mais popular do mundo não se trata apenas de 22 cuecas sujas correndo em campo, ele é, sem dúvidas, reflexo da sociedade em que vivemos.

2004: O Brasil foi ao Haiti para uma partida, essa que não teve nada a ver com a preparação para a Copa da Alemanha, mas sim, para fins políticos.
Na chegada, a Seleção desfilava pelas ruas do Haiti em tanques de guerra, enquanto a multidão a aclamava.

A partir do primeiro apito do árbitro, a torcida haitiana era ensurdecedora, e foi assim, vidrados e vibrantes que viram sua seleção tomar 4 gols. O motivo da festa não era apenas ver a Seleção Brasileira, a melhor do mundo, jogar, mas sim ver iniciativas para acabar com a guerra no país, ter sua alma lavada.

Durante toda a partida, quem brilhara nas telas das TVs de todo o mundo, não era Ronaldinho Gaúcho, mas sim as autoridades da ONU – com direito a replay e tudo mais.

Pois, queridos leitores, você um dia pensou que 22 jogadores "lutando" para chutar uma bola no gol adversário dentro de 4 linhas resume o mundo? Em termos, sim resume.

Mas por que não o cinema, o teatro, a literatura? "A arte sempre será produto da imaginação de uma pessoa. O futebol é a arte da comunidade, da economia, da estrutura política. É um microcosmo singular", diz Franklin Foer, que publicou em 2004 seu livro, How Soccer Explains the Word ("Como o Futebol Explica o Mundo"). Mas não é sobre seu livro que iremos falar, mas sim sobre a influência do futebol na sociedade e/ou vice-versa.

No fantástico livro de Foer, ele mostra um exemplo incontestável.

Porque é que Roy Keane, sendo Irlandês, sempre sonhou em jogar no Celtic de Glasgow? Basicamente, porque os católicos (Celtic) de Glasgow defendem intransigentemente a República, em detrimento da monarquia Inglesa, logo, conquistaram muitos fervorosos adeptos na República da Irlanda, um deles o Roy Keane.

Para não misturar tudo, irei dividir as coisas.


A Reforma Protestante

Quando Glasgow Rangers e Celtic se enfrentam, lá na calorosa Escócia, não estão apenas compartilhando um momento de rivalidade sadia e esportiva, na verdade essa rivalidade não existe, eles estão continuando uma rivalidade que começou antes mesmo do futebol existir.

Para ser mais exato, no século 16. Quando a Reforma Protestante varreu o país matando católicos, e os que conseguiram sobreviver dedicaram o tempo que lhes restara alimentando sua fidelidade ao papa, o sonho da independência, e no futuro, o amor ao Celtic.

Na outra ponta da cidade, protestantes juntaram forças à monarquia inglesa fundando o Rangers, que por sinal, nenhum católico podia entrar, até 1989 – quando vovó já usava dentadura.

Se você pensa que Brasil e Argentina é o maior clássico de rivalidade mundial, fala isso por que nunca viu o ódio mortal quando se enfrentam Rangers e Celtic, meu amigo. Os intelectuais – sim, aqueles que nem ousam tocar numa bola de futebol e passam madrugadas no pc, como você, mas eles são altamente instruídos – afirmam que a civilização aplaca a barbárie e dissemina a tolerância.

Glasgow é uma cidade culturalmente criativa, politicamente liberal e muito rica. Mas isso não impede que grandes figuras locais vão até o estádio cantando hinos como “estamos mergulhados até o joelho em seu sangue”.


Paciência...
Até essa altura do post se você parar de ler vai perder muita confusão que ainda vem pela frente.


A Guerra Iugoslava

Partimos agora para a Iugoslávia. Era jogo entre Dínamo Zagreb e Estrela Vermelha, em 1990, e quando o juiz apitou o início da partida começou a sangrenta guerra. Naquele dia foi sepultada a união de repúblicas que formavam a Iugoslávia. (risada macabra)

O anfitrião era o Dínamo da cidade de Zagred, da separatista Croácia, e o visitante era Estrela Vermelha, de Belgrado, na Sérvia, a capital iugoslava.

Os torcedores, no entanto, estavam lá para protestar, o futebol era um mínimo detalhe, e o estádio se transformou num caldeirão nacionalista. Quando a briga começou foi preciso um helicóptero para resgatar do campo os jogadores do Estrela Vermelha. Os fiéis torcedores do Dínamo haviam estocado pedras para o ataque, as grades que separavam as torcidas desapareceram rapidamente - foram dissolvidas com ácido, é mole?!

Mas os sérvios não recuaram, era o primeiro confronto étnico em 50 anos vivido na Iugoslávia. E claro, para quem defendia um confronto armado, aquilo bastava para iniciar o combate.

Era o início de um casamento duradouro, Futebol e Guerra viveriam juntos desde então.
No meio desse casamento estava o Estrela Vermelha. Um sujeito conhecido como Arkan era o chefe das torcidas organizadas, e mais tarde seria apontado como um dos maiores criminosos de guerra da Iugoslávia. Arkan recrutava os mais violentos torcedores para atuar como paramilitares na Bósnia, entre as formas de "pagamento", ele oferecia visitas de jogadores do Estrela Vermelha aos combatentes feridos. Também estima-se que esses torcedores/soldados tenham matado cerca de 2 mil pessoas, a maioria civis, e grande parte deles com requintes de crueldade.


Hooligans e a Globalização

Os mais antigos lembram-se do Chelsea como o clube da torcida mais violenta do mundo. Essa torcida já era considerada os hooligans dos hooligans. Para as gerações atuais, o Chelsea é um clube bem moderninho, ousado, o primeiro no campeonato inglês a escalar 11 gringos, e também o primeiro a ter como dono um russo magnata do petróleo. Franklin Foer diz, "mais que qualquer outro clube no mundo o Chelsea foi transformado pela globalização”.

Mas qual o problema?
O problema é que os antigos hooligans – aqueles, tatuados, bêbados e brigões – estão totalmente perdidos nessa “nova era”.

É claro que estão felizes por ver seu time disputando as canecas, mas eles vivem de recordações, vivem protestando com saudades dos “bons e velhos tempos” - “Sou feliz, por isso estou aqui. Também quero viajar nesse balão”.

Mas por incrível que pareça, eles não fazem seus protestos brigando – acho que perderam o jeito – e sim no melhor estilo da economia de mercado. Ao redor do estádio criaram uma indústria de relíquias dos dias “em que o futebol inglês era jogado por ingleses, os torcedores eram iguais e os ingressos eram baratos”, malditos russos hahaha.

Vale lembrar a eles que o Chelsea naquele tempo era um timeco da segunda divisão, e falido? Oh dúvida cruel...


Comentem, se gostarem desse post ainda farei a segunda edição.



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Não era pra tanto, mas valeu, Bolívia!


Não, em primeiro de tudo as mentiras eu já contei. Tudo relatado neste belíssimo post trata-se da mais pura e alegre verdade, onde o 1º de Abril de 2009 ficará marcado na história das eliminatórias sul-americanase e no currículo de Diego Armando – não armou nada bem sua defesa (risos) - Madarona.

Hoje, às 16h00 – no horário de Brasília – iniciou o jogo Bolívia x Argentina.
O ‘Palco’ do show foi o Estádio Hernando Silles, em La Paz3.600 metros de altitude - na Bolívia.
O árbitro era Martín Vázquez (uruguaio), e os seus assistentes também uruguaios, Pablo Fandino e Maurício Espinoza.

Maradona ainda em êxtase – humm – pela bela goleada da Argentina sob a Venezuela em Buenos Aires, no sábado, por 4x0, viu a Seleção Alviceleste sofrer o primeiro gol aos 11 minutos do primeiro tempo, resultado da primeira falha defensiva.

A bola sobrou para Botero quando o zagueiro Martín Demichelis fez lambança na entrada da área, Botero passou a bola para Marcelo Moreno – que defendeu o cruzeiro até o ano passado, e é filho de brasileiro – que mesmo desequilibrado conseguiu fazer o GOLLLLL!

Aos 24 – humm – minutos a Argentina esboçou uma reação ao empatar o jogo – ainda sim, numa falha do goleiro, que frango!

Mais uma vez, aos 32 minutos, Botero fez 2x1 numa cobrança de pênalti sofrida pelo brasileiro naturalizado Alex da Rosa, e com direito à paradinha, Botero fez o segundo gol boliviano.

‘Quem dá, recebe.’ Dessa vez num belo contra-ataque da Bolívia – a zaga não segurou – o atacante Botero cruzou dentro da área para Alex Rosa que fez de cabeça o terceiro da Bolívia, ainda no primeiro tempo.

Dia iluminado para a Bolívia, e principalmente para Botero, que recebeu um cruzamento de Marcelo Moreno – já os 9 minutos do segundo tempo – para marcar o quarto gol boliviano, e aos 20 minutos tocar na saída do goleiro, após receber a bola de Gatty Ribeiro.

Antes mesmo do quarto gol boliviano, a argentina fica com um hermano a menos, Angel di Maria foi expulso por dar um pontapé em Gatty Ribeiro.

E aos 42 minutos, Didi Torrico, contando com a falha do goleiro Carrizo, chutou para finalizar o vexame argentino em La Paz... E quem tava lá e fez o passe para Didi Torrico? Ele mesmo, Botero.

Final: BOLÍVIA 6 X 1 ARGENTINA

“A derrota igualou a pior da Argentina na história, um jogo com o mesmo placar contra a Tchecoslováquia na Copa de 1958.”


Links: http://www.abril.com.br/noticias/esportes / http://www.globo.com

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