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Fanatismo Religioso, um círculo vicioso


É impressionante a ignorância de certas pessoas, que por causa de uma religião acabam fechando suas cabeças e não vendo nada além do que é pregado pela igreja. Ficam totalmente alucinadas. Tudo é por causa dela, tudo é por ela, não sabem diferenciar épocas, e aceitam teorias que hoje são totalmente inaceitáveis, acreditam no absurdo e o pior, passa esse absurdo para os mais jovens.

A Bíblia com certeza é o maior livro de todos os tempos, um conjunto de obras impecáveis e que dada a sua época foi colocada em uma linguagem mais simplificada e cheia de metáforas, nem tudo o que diz no livro é exatamente aquilo que aconteceu, simplesmente foi dado exemplos para que a população da época entendesse, não para que pessoas que, teoricamente têm conhecimento e informação o bastante para entender que é impossível algum ser humano sobreviver por mais de 150 anos, quem dirá 600, 700 anos como diz na Bíblia, ou então acreditar cegamente na Arca de Noé, ou que Eva comeu um fruto proibido e por isso nós somos castigados até hoje.

Com certeza, se essa tal de Eva existiu, ela fez alguma coisa sim, mas é claro que não foi por causa de uma maçã “estragada” que ela foi expulsa do paraíso e deixou toda essa porcaria para nós resolvermos, será que ela não traiu Adão? E não, não existia só Adão e Eva. Caso existisse só os dois a reprodução humana teria ocorrido no início entre irmãos, ou seja, o famoso incesto que todos nós sabemos que é crime, é proibido pela igreja; e eu corto o saco fora de quem vier aqui falar que acha a sua irmã atraente, é simplesmente impossível sentir tesão pela irmã, além de tudo isso, a genética não permiti, ou seja, os filhos dos filhos de Adão e Eva nasceriam com problemas genéticos, se não todos, a maioria deles.

Não bastasse toda essa tolice, de acreditar fielmente em um livro metafórico, temos religiões que em pleno século XXI pregam que não se pode gastar dinheiro no domingo, pois domingo é o dia santo, pois Deus fez o mundo em 7 dias. Partindo daí, se o Todo Poderoso fez o nosso querido planeta em seven days e se a semana começa justamente no domingo, não seria então o domingo o primeiro dia e o sábado o tal do dia santo?

Além desse erro grotesco, concordam comigo que se não pode trabalhar no dia santo e nem gastar, pois assim você estará fazendo com que outras pessoas trabalhem, também não poderia gastar energia, água e etc? Pois se você está consumindo esses recursos, que vem de alguma empresa ou do governo, terá que ter pessoas administrando tudo isso, e também é claro, gastando algo que não é seu, você está negociando. Quero ver fazer isso em pleno século XXI, ah, pago para ver!
Sabendo de tudo isso, e sabendo também que essas não são todas as regras, existe também o “aconselhamento” para que jovens beijem apenas depois dos 16 anos, precisam ir à igreja todo domingo, sem contar as atribuições que cada um acaba tendo dentro da igreja o que os tornam de uma certa forma escravos dela, como se já não bastasse ter que pagar o dízimo...

Claro que essa situação não é encontrada em todas as igrejas, as regras mudam de igreja para igreja e não daria para falar de todas aqui. A mais interessante de todas as proibições é quanto ao álcool, sendo o fiel proibido de beber (na maioria das crenças), mas peraí, Jesus bebia vinho.... Vai entender.
Será que num futuro breve as coisas ainda continuaram assim? Mesmo nós vivendo na era da informação, com a internet, TV a cabo, com tantas informações, e tantos recursos para buscar conhecimento?

Infelizmente não vejo nada mudando, pois os pais desses jovens, ditam o que é permitido ou não fazer, cobram, ensinam, controlam e ainda querem controlar o que os amigos dizem, além do ENORME incentivo para só se relacionarem a sério com pessoas da própria igreja, não digo relação namoro, o mesmo já é quase regra que vai ser com alguém de lá, mas eu falo das amizades, está tudo dentro de um círculo vicioso, onde quem tem o poder dita o que quem não tem irá aprender. Fazem isso através dos cultos na igreja que, forçando o jovem ou o novato na “seita” acreditar fielmente naquilo que é dito, numa típica lavagem cerebral, para quando os mais novos aprenderem algo diferente na escola, eles acreditarem que é mentira e darem razão total ao que viram na igreja, ficando assim cegos ao que os envolvem e vivendo em uma realidade totalmente diferente.

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A maçonaria e seus mistérios


A maçonaria é misteriosa até na data de sua criação, alguns dizem que foi no ano de 1175 e outro que foi no ano de 1717. E podemos usar as duas datas como criação da maçonaria, mas a que eu uso é a de 1175, que foi realmente quando o princípio dela foi criado. Em 1717 foi criada a Maçonaria Moderna, que é a que existe até hoje.

A história é a seguinte: Em 1175 pedreiros ingleses que construíam as capelas do seu país, querendo guardar o segredo das construções góticas que tinha na Inglaterra, se organizaram sob a proteção de São João Batista.
E assim foi até 1547, quando Eduardo VI terminou com a fraternidade. Os outros integrantes fundaram a Sociedade dos Pedreiros Livres e no século XVII abraçaram o Deísmo e construíram o templo da humanidade. Nesse ponto a sociedade já tinha se espalhado por vários países da Europa. Em 1717 teve início a Maçonaria Moderna, que visava espalhar o Deísmo, os preceitos naturais e unir os homens sem distinção religiosa, mas a Grande Oriente de França, começou a aceitar ateus, o que não era permitido e por causa disso, correu a grande separação da maçonaria, nascendo então as duas primeiras grandes potências maçônicas do mundo. A francesa e a inglesa.

Esse rompimento deu origem a essas duas maçonarias a Grande Loja Unida da Inglaterra e a Grande Oriente de França, sendo que a francesa agora aceita ateus, também e uma não reconhece a outra. Lembrando que as duas são regulares, apenas não aceitam entre si por discordar em alguns conceitos. Se você está pensando o mesmo que eu, sim, é igual criança mimada, que quando uma discorda da outra fala: “Não vou mais brincar com você.”

Já em 1738 a briga foi com a igreja católica (como sempre ela se metendo onde não é chamada), os católicos são proibidos, pela igreja, de pertencer a Maçonaria e é considerado um pecado grave, com isso o fiel que participar não poderá jamais se aproximar da sagrada comunhão. O primeiro documento que condenou a maçonaria data de 28 de abril de 1738 e é a bula do Papa Clemente XII, com o nome de “In Eminenti Apostolatus Specula”. Provavelmente essa perseguição se deve ao segredo maçônico, que assim impedia os cardeais de terem controle sobre a fraternidade, e também pela liberdade religiosa. Devemos levar em conta que o autor da constituição de 1723, que define a maçonaria como ela é hoje, é o pastor protestante James Anderson, ou seja, existe uma grande influência cultural da Reforma Protestante em seu conteúdo.


O nosso papo de hoje termina por aqui, na próxima semana papearemos um pouco mais sobre a maçonaria. Não percam!

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Opus Dei, A Máfia Santa

Imagem Papeando


Dia 28 de setembro de 1928.
Enclausurado num monastério, em Madrid, estava um sacerdote de 26 anos, remexendo e fazendo anotações em seu diário.

Acabara de rezar a missa, preparava-se para meditar, quando de repente, levantou o rosto e se perdeu numa visão, um infinito. Segundo a Igreja, o que aconteceu desde então foi um milagre.

Este sacerdote Josemaría Escrivá de Balaguer, que mais tarde relatou o que seus olhos haviam visto. Uma iluminação de Deus.

Foi o primeiro passo para a criação da Obra Divina, no latim, Opus Dei.

Para milhares de católicos, é um dos fenômenos mais admiráveis da Igreja Contemporânea, para outros, o grupo desperta sentimentos que partem principalmente da desconfiança, é um grupo implacável, com objetivos impiedosos e autoritários.

Mas, vamos com calma... Por partes, como diria o esquartejardor.


Escrivá conta que seus olhos contemplaram a visão de homens e mulheres espalhados pelo mundo, realizando a “Obra de Deus”, mudando o rumo da história, salvando a humanidade, e assim, logo compreendeu que a missão que Deus lhe dara a partir daquele momento era tornar real aquela visão.

Ideia bem arquitetada, ou não, era mesmo revolucionária e pertinente, pois naquela época a Igreja estava dividida, de um lado estava o clero, do outro, os “cristãos comuns”, aqueles que bastavam ir ao confessionário uma vez por semana e seguir feliz, com a paz do Senhor.

Mas, para Josemaría, o verdadeiro cristão tinha que procurar a divindade em cada detalhe da sua vida, com a família, com os amigos, companheiros de trabalho, desconhecidos, enfim, todos. Como se Deus tivesse olhando a todo momento (não é a toa que ele é onipresente, certo?!) e além de olhando, julgando cada atitude.


Mas, e aí? Como espalhar essa ideia magnífica pelo mundo?
“Simples”, meus queridos...

Bastava no início criar uma linha de “super herois” com profunda formação nas doutrinas cristãs, e por último, mas não menos importante, uma total obediência ao papa.

Ao contrário dos monges e freias “atrasadões”, eles deviam mudar, mergulhar na sociedade, transformá-la de dentro para fora.

Enquanto dirige seu táxi pela cidade, atende os clientes da sua loja, ou simplesmente posta em seu blog. Os membros do Opus deviam fazer uso do lema que Escrivá os passava: “Seja santo. Santifique-se no seu trabalho. E santifique os outros com seu trabalho”.

Início Conturbado

Como qualquer força revolucionária (o que não deixava de ser), a Obra, assim chamada com intimidade, teve um início difícil, pois em 1936 começaram os horrores da Guerra Civil Espanhola.

As tropas de esquerda, que tinham a Igreja como um dos piores inimigos, incendiaram templos e massacraram milhares de padres e freias. Para sobreviver e levar adiante o seu “projeto”, Escrivá teve que se esconder com seus pupilos, na embaixada de Honduras, em Madri. Depois disso, fingiu-se de louco por 5 meses para abrigar-se num manicômio.

Um ano depois partiu para a França, com os primeiros adeptos, numa jornada pelos montes Pirineus - nem preciso ressaltar que foi a pé, né?!

Somente 2 anos depois, o bom filho à casa torna, o Opus volta à Espanha, quando Franco derrota os comunistas e torna-se ditador.

Josemaría Escrivá de Balaguer, morre em 1975, considerado um ser quase mitológico, talvez um semi-deus (Jesus deve ter se irritado com isso, hein).

Opus e Concílio Vaticano 2º

Depois de 40 anos, em que a organização defendia seus ideais, o Concílio Vaticano 2º, convocado pelo papa João 23, em 1962, com o objetivo de tornar o catolicismo mais adequado aos tempos modernos, lança o “chamado universal à santidade”.

Escrivá, portanto, reprovou algumas coisas após o concílio, e a organização chegou a ser denunciada à Congregação para Doutrina da Fé – antiga Inquisição – e por pouco não foram julgados.

O fundador do Opus achava que a liberalização da Igreja estava indo longe demais, as mudanças na liturgia teriam deixado profundamente irritado. Até os anos 60, a missa era rezada em latim, e com os padres de costas para os fieis, após o concílio, ela passou a ser celebrada no idioma de cada país, com padres e fieis frente a frente. De toda forma, o Opus Dei conseguiu uma licença para se ater ao rito antigo.

O que mais irritara Escrivá foi a abolição do Index Librorum Prohibitorum, ou “Índice dos Livros Proibidos”, do século 16, considerados perigosos para a fé e moral dos cristãos.

Após o Concílio Vaticano 2º, aquele grupo que entrara visto como uma força jovem e liberal da Igreja, era visto como a ala mais conservadora e rabugenta do catolicismo.

Seguidores e a auto flagelação

Quem não lembra da cena do filme O Código Da Vinci?

Silas, o “monge” do Opus Dei, retratado no filme, entra em casa, se ajoelha e tira as roupas, a princípio espia a coxa, onde está o cilício (aquele “aramezinho” com pontas de ferro que pressionam a carne), e insatisfeito com as manchas que aquilo o deixou, ele o aperta ainda mais sob a carne. Pega, depois, o chicote, e golpeia violentamente suas costas.

Até os críticos mais impiedosos concordam que a cena é extremamente exagerada, primeiro por não existir monge no Opus Dei – eles vivem isolados, esqueceram?!
O instrumento usado pela Obra é uma pequena corda com nós, que chama-se “disciplina” e não deixa marcas na pele.

Hoje em dia, a história de matar o pecado pela raiz, pois o corpo é vespeiro de tentações, não é mole de engolir, não, mesmo entre os próprios seguidores.

Mas, quem não lembra da freira albanesa, Prêmio Nobel da Paz por seus trabalhos junto aos pobres da Índia? Sim, madre Tereza de Calcutá!
Ela via na mortificação uma maneira de compreender e compartilhar as tristezas dos miseráveis...

O cilício é comum até hoje entre ordens religiosas como as Carmelitas Descalças e os Irmãos Franciscanos da Imaculada Conceição.

Essa é apenas uma das diversas acusações dirigidas à organização, e muitas são encaminhadas por grupos de ex-membros... O grupo americano Odan, o espanhol Opuslibros e o brasileiro Opuslivres.

Se infiltrando em governos mundiais

Você já ouviu os supostos planos, acusações e desejos de muita gente, que é dominar o mundo, certo?! Então, vocês acham que eles se livraram? Oh dó...

Padre Vladimir Ledochowsky, chefe dos jesuítas, na década de 40, enviou um memorando para o Vaticano, nele, o padre elogiava uma nova ordem de bons cristãos, criada na Espanha, que se preocupavam com a religião, no entanto, era notória a real mensagem e preocupação que fez ele contatar o papa, achava que o Opus tinha “o desejo secreto de dominar o mundo”.

Ledochowsky, não propositalmente, iniciou uma briga que dura até hoje, entre o Opus e jesuítas. Mas não só isso, fez crescer a “mitologia opusdéica” nos anos seguintes.

Robert Hutchinson, jornalista canadense, no livro O Mundo Secreto do Opus Dei, afirma que a organização tem nada menos que uma fortuna de 400 bilhões de dólares, e entre inúmero objetivos, essa grana preta teria sido usada para financiar o sindicato Solidariedade na Polônia, que teve uma atuação indispensável na derrubada do comunismo, nos anos 80. Isso, segundo ele, explicaria a amizade de João Paulo II, polonês não por acaso, com a organização. Tudo em sigilo, ainda afirma.

Making Off - Igreja dentro da Igreja

O Opus Dei cresceu em silêncio por 50 anos, mas isso mudara em novembro de 1982, quando João Paulo II tornou a Obra uma “prelazia pessoal”, figura de Direito Canônico, criada na década de 1960. Era dado à organização um grau de independência gigantesco, pois eles não mais obedeciam aos bispos de suas cidades, mas ao chefe supremo da organização, o chamado “Prelado”, que é ocupado hoje pelo espanhol Javier Echevarría, que não deve explicações a mais ninguém, somente ao papado.

O Opus tem um enorme poder na Cúria, que se deve a sua organização política. Conta com 20 membros nos altos escalões, contra 24 dos arqui-inimigos jesuítas.

Tamanha demonstração de poder da organização foi a beatificação e canonização de Escrivá, que rendeu a muitos cristãos liberais um profundo temor quanto ao rumo que a Igreja está tomando.

26 anos após sua morte, Escrivá ganhara uma auréola, o que fez o americano Kenneth Woodward acusar o Opus Dei de usar a influência para comprar tal atestado de santidade.

Para fazer uma comparação, Joana d’Arc teve que aguardar pacientemente, no Reino de Deus, por 6 séculos para então torna-se santa.

Ex-membros do Opus Dei, que conheciam Escrivá em sua intimidade foram proibidos de depor no processo de canonização, e por coincidência o arcebispo italiano Luigi de Magistris, que se opôs a decisão final de canonizar Escrivá, foi demitido pelo Vaticano.

O papa Bento 16, até agora, não demonstrou favoritismo à organização, como fez João Paulo II, mas, vale lembrar que ele nunca foi o mocinho conservador que é hoje.

Por falar nisso, disponível no site www.opuslibros.org os 60 mil itens no índice do Opus, algo que chamará sua atenção, é que existem lá dois livros de Joseph Ratzinger (mais conhecido como papa Bento 16)... São eles:

Tod un Ewiges Leben e Die Geschichtstheologie des Heiligen (“Morte e Vida Eterna” e “A Teologia da História de São Boaventura”), redigidos entre 1950 e 1970, quando o então papa era bem diferente do conservador que é hoje.



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A Fazenda, como Dado Dolabella ganhou


Quero deixar claro que esse post não é nenhuma versão oficial, é apenas um palpite de um observador.

Dado ganhou o milhão da Record, ele não era favorito, nunca foi, mas ganhou.
Como?

Caso vocês não lembrem o agora vencedor da Fazenda, era ator Global e se envolveu em alguns escândalos, como agressão à mulher e alguns outros pormenores por causa de sua molecagem e irresponsabilidade. Com a sua carreira manchada e fora dos planos da Globo para alguma novela, ele (Dado) resolveu ir atrás de alguma alternativa. Encontrou então essa alternativa na transmissora de tv do bispo, a Record.
Se foi ele quem chegou no bispo ou em seus auxiliares e falou o plano, ou se o bispo já o tinha, eu não sei, mas o que deve ter acontecido foi.
"Seguinte Dado, vamos fazer um reality show com celebridades, com esse programa iremos passar a audiência da globo, pelo menos em alguns dias, como no domingo. No final o vencedor recebe 1 milhão de reais, serão só dois meses, topa ser o vencedor?"
E claro, ele que não é bobo nem nada, topou.
O boata sobre a família ter contratado uma empresa de telemarketing para faze-lo ganhar, eu sinceramente não acredito. Acho que foi apenas uma jogada da Record para encobrir algumas coisas. Ou vocês, assim como eu, não sabiam desde o início que ele iria ganhar?
Agora, Dado, está com sua carreira "limpa" novamente, pois o brasileira tem memória fraca e são poucos que lembram das agressões que ele cometeu, ah, claro, e com R$ 1 milhão no bolso.

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Vaticano, Um Complexo de Superioridade

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Há 80 anos, uma negociação – lá, duvidosa – rendeu à Igreja Católica um Estado Soberano, esse que havia perdido no século 19.
A negociação foi feita com apertos de mão entre o Papa Pio 11 e Il Duce, Benito Mussolini, chefe do regime facista italiano.

Era criado, oficialmente, o Vaticano.


Era por volta das 12h do dia 11 de fevereiro de 1929.
Um cadillac preto estacionou em frente ao Palácio de Latrão, em Roma, nele saíra o homem mais temido da Itália, Benito Mussolini.

Dentro do Palácio estava à sua espera o Papa Pio 11 e seus mais gabaritados funcionários, que receberam Il Duce com apertos de mão.

Mas o que queria Mussolini?

Simples, meu querido leitor.
Queria que a Igreja reconhecesse oficialmente o regime Facista, na Itália.

O Corpo Administrativo da Igreja logo respondeu, pedindo em troca um Estado Soberano, que havia perdido no século passado.

Sem recusa, por volta das 13h, Mussolini assinou o Tratado de Latrão, dando à Igreja um território independente dentro de Roma.
Surgia então o menor país independente do mundo e a última monarquia absolutista da Europa.


Mas a “história” do Vaticano está enraizada muito antes do Tratado de Latrão. Está paralela à história da Igreja, em si, e desde os primeiros Papas.

Desde quando pontífices se declaravam os “Senhores do Mundo", e lideravam guerras apelando ao sinal-da-cruz.

Isso reflete até hoje no poder dos pontífices, da influência além divindade do papado, na política, economia etc.


O papado reflete a fraude mais bem sucedida de toda a história:
A Doação de Constantino.


Voltemos no tempo para entender o tal documento...

A parte ocidental do Império Romano foi invadida e devastada pelos bárbaros, ao longo do século 5.
No ano 476, Roma fora conquistada. E entre tantas guerras, o papado foi a única instituição organizada que conseguiu sobreviver, e foi o Papa Leão Magno que liderou o Vaticano nessa transição, entrando para a história como um gênio da diplomacia.

Ao fim de todo o “pega-pra-capar” era a Igreja a dona do monopólio mais poderoso, em tais circunstâncias, o conhecimento.

Os cristão eram os únicos europeus letrados no início da Idade Média.

Sim, mas e daí?

Daí, meu caro, que com exceção do Brasil, você já viu líderes, legisladores, conselheiros “analfabetos”?

Pois é, com isso a Igreja fornecia os conselheiros, legisladores e muitos outros para os reinos “nascentes”.

Consequência disso:
Bárbaros se convertendo – a partir de 508 – sob influência da Igreja, que ganhara mais força. Clóvis, rei dos francos, foi o primeiro a se converter, e mandou batizar seus exércitos com tonéis de água benta.


O autor da Doação de Constantino era provavelmente de uma classe especial de clérigos eruditos, as equipes de falsários que, entre os séculos 6 e 9, trabalhavam nos escritórios papais alterando e inventando documentos para fortalecer a posição dos bispos romanos.

O tal documento, se tratava de um testemunho em mistura com testamento, assinado – supostamente – pelo imperador Constantino, em 315.
Nele, conta como o imperador fora milagrosamente curado da lepra, graças às preces do Papa Silvestre.

Em troca disso, o nada egoísta Constantino, transformou os papas em seus herdeiros legais.

“A eles deixo a coroa imperial e o governo de todas as regiões do Ocidente, de agora para sempre”.

A Doação de Constantino foi aceita como documento verídico durante toda a Idade Média, e foi usada, por nada menos que 10 papas.


O primeiro a usar, foi Estêvão 20, em 754, quando viajou para encontrar o rei dos francos, Pepino.
Ele procurava ajuda para transformar Roma e as terras vizinhas ao “Santo Território”, e A Doação foi apresentada pessoalmente por Estêvão a Pepino. O rei franco aceitou o documento como prova da autoridade dos papas – na sociedade iletrada da época, registros escritos despertavam respeito.


Mundo em mãos!

A Europa estava de joelhos, na virada do ano 1000. Os cristianismo havia unificado o caleidoscópio cultural do Ocidente, transformando assim, numa grande nação espiritual.

No entanto, na Ásia era diferente, o papa não tinha sua autoridade reconhecida.
Em Constantinopla, o patriarca se considerava tão importante quanto o seu colega italiano, e discordava em alguns aspectos da liturgia romana.

Em 1054, o Papa Leão 90 e Cerulário excomungaram um ao outro, e as relações entre as Igrejas, já eram.

No Oriente, Cerulário formara a Igreja Ortodoxa, e a Igreja Romana se declarava a única, eterna e católica.

Católica (do latim, katholikos) = Universal.



Somente em 1440, foi desmascarada a Doação de Constantino, por Lorenzo Valla.
Valla provou que o documento estava repleto de erros históricos.

Segundo os biógrafos antigos, o imperador Constantino nunca havia sofrido de lepra.

Assim, a excomunhão perdeu a eficácia, os reis começaram a bater cabeça com os papas. E pra completar o caos cristão, universidades apareciam em toda a Europa, a educação não era mais um privilégio do clero.
Surgia o Renascimento.


No entanto, dentro do seu território, os papas ainda eram ricos e muito poderosos.
A carreira no papado se tornara, então, um foco para os oportunistas que ansiavam pela fortuna católica.

Alexandre 60 – ou Rodrigo Borgia, como queira – foi eleito papa em 1492.

Como foi eleito?
Uma gorda propina distribuída aos eleitores responde à sua pergunta?

“Eram 4 mulas carregadas de ouro. Bonitão e sedutor, Alexandre tinha duas amantes oficiais, deu festas de arromba no Palácio Apostólico e gerou 7 filhos conhecidos, alguns presenteados com rentáveis cargos eclesiásticos”.

Em 1789, após a Revolução Francesa, os papas tornaram-se governantes retrógrados.
Baixou o “Santo” nos papas, que condenavam e proibiam tudo o que parecesse moderno.

A Europa via o Iluminismo florescer – movimento filosófico que colocava a razão e a ciência no centro do mundo, questionando o valor absoluto da fé.

O francês e iluminista Voltaire, defendia que todos os homens nascem iguais, e todos têm o direito de escolher qual sua religião.


“O pacto com Mussolini foi terrível para a imagem do Vaticano. No fim da vida, Pio 11 repensou suas alianças e escreveu uma encíclica condenando o anti-semitismo – na época, Hitler já tinha dado a largada para o Holocausto. Diz a história que faltavam dois dias para a publicação do texto quando ele morreu, em 1939. Numa decisão desastrosa, o sucessor, Pio 12, arquivou a encíclica redentora: ele via no regime nazista um incômodo necessário na luta contra a maior das ameaças, o comunismo. Mesmo após o início da 2a Guerra Mundial, Pio 12, um papa eloqüente, que fazia milhares de discursos sobre todos os assuntos possíveis, jamais denunciou os crimes nazistas. Adolf Hitler, que se dizia católico, nunca foi excomungado”, escreve o teólogo alemão Hans Kung em Igreja Católica.



Hans Kung, por volta de 2001, junto com outros teólogos liberais fizeram lobby por um Concílio Vaticano 30.
No entanto, a ideia não foi aceita pela Congregação para a Doutrina da Fé – bonito nome para a antiga Inquisição, não acha?
Hoje não queima ninguém, mas tem o grande poder de censura e de mudar os dogmas católicos.

Quando o novo concílio foi recusado, o “líder” do Santo Ofício era um cardeal alemão, muito conhecido pelo seu intelectual brilhante.
Nos anos 60, amigo de kung, simpatizava com a ala progressista.

O cardeal mudou de opinião, e se afastou do amigo. Hoje está lado à lado de cardeais como Giacomo Biffi, que disse, durante o sermão da Quaresma de 2007, na Santa Sé, que a vinda do anti-cristo está próxima, e que ele virá como “ecologista, pacifista ou ecumenista”.

Quem era o mente brilhante, cardeal alemão?

Joseph Ratzinger, ou mais conhecido como Papa Bento 16.



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